Sábado, Outubro 17, 2009

José Paulo Bisol é homenageado

O grande Jurista José Paulo Bisol, foi homenageado na Assembléia Legislativa do RS.

Embaixo estão os dois links que levam a sua intervenção de agradecimento. 

Um regalo para aqueles que têm saudade de suas grandes manifestações.



http://www.youtube.com/watch?v=DOJ4vcrZkpw&feature=related



http://www.youtube.com/watch?v=GQ9QHBBDX0I&feature=related

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

A Educação como prioridade

oi Publiquei o artigo abaixo, no jornal "Diário da Manhã", na edição do dia 01/10/08.


A Educação como prioridade

Daniel Lemos*

No próximo domingo (05/10/08), os brasileiros escolherão os governantes municipais, que administrarão os municípios brasileiros durante os próximos quatro anos. É um momento importante por várias razões, mas cabe destacar duas, a saber, é um momento de realização plena da cidadania e da Democracia como um valor a ser preservado e valorizado, e, também, porque, é a oportunidade de se debater as questões locais e, apontar soluções para os problemas, vivenciados pelos munícipes.

Em virtude disso, a responsabilidade de quem é da área da Educação se aprofunda. Pois, por serem os encarregados de difundir e construir o conhecimento, têm o compromisso de semear a consciência cidadã, dos educandos, e de formar para a cidadania.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que os Profissionais do Magistério têm o dever de educar para a cidadania e, portanto, formar mentes conscientes de seus deveres cidadãos, os educadores também devem se posicionar e praticar a cidadania. Esse pleito está inserido numa conjuntura muito ambígua para a Educação, pois, se por um lado temos a grande notícia da concretização do sonho, do Piso Salarial Nacional da Educação, sancionado pelo Presidente da República esse ano, por outro lado, temos um contexto, aqui no Sul, em que há uma resistência na implementação dessa Lei, organizada pela Secretária da Educação e pela Governadora do Estado.

Portanto, é dever dos profissionais do magistério, votar e apoiar candidaturas com identificação com a categoria, senão com a classe, da educação. Exigir dos candidatos, a prefeito e vereador, o compromisso com a categoria, no sentido de atuar para a efetiva implantação do Piso Salarial Nacional da Educação – demonstrando que essa Lei é plenamente viável e se solidarizando com os professores estaduais – e, de realmente colocar a educação como prioridade de suas atenções.

*Diretoria 24º Núcleo CPERS-Sindicato

Karl Marx manda lembranças!

Artigo de César Benjamin, publicado dia 20 de setembro, na Folha de São Paulo

As economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional". Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação.

Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada.

Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria.

Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro.

Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade.

Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo.
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda

Dia de Eleição é dia de Festa!!

Uma opinião sobre a~eleição do próximo Domingo(05-10-08), quando a Constituição do Brasil completará aniversário de 20 anos, que foi publicada no sítio "Migalhas", de 03-10-08.

"A propósito, seria tão bonito se no domingo, aniversário da Constituição, tivéssemos aquela festa nas ruas, com campanhas e tudo mais. Hoje, em dia, a pretexto de tornar o processo eleitoral mais não sei o quê, acabou-se com a festa democrática que enfeitava as cidades. E a papelada que era jogada nas ruas, coisa que durava um dia só, era um sinal de que a democracia pulsava. Hoje, dia de eleição parece dia de Finados. E aqui, entre um e outro, ficamos com Finados, pois visitar os mortos é a garantia de que estamos vivos. "

Concordo plenamente!!

Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Uma opinião sensata sobre a tal "Ficha Suja":




ARTIGOS da ZERO HORA – Domingo, 03/08/08

Homer Simpson e a lista suja,

por Marcos Rolim*

Não sei exatamente o que podemos entender pela expressão homem médio, mas, se ela tiver algum sentido, penso que deva ser compreendida como algo aproximado ao conceito de espírito objetivo de que nos falava Hegel. Para o filósofo alemão, o espírito objetivo de uma época se plasmava no Direito (que regula as condutas externamente), na moralidade (que regula a ação pela idéia de dever) e na eticidade (espaço onde se atribui uma finalidade concreta à ação). O conceito, assim, no arcabouço magistral da filosofia clássica, identifica as regras (valores) e os projetos mais comuns em uma época; tudo aquilo, em síntese, que podemos atribuir a esta abstração reconhecida como o homem médio. Pois bem, o homem médio no Brasil não aprecia os políticos e não gosta, também, que alguém lhe recorde que os detentores de mandatos são uma expressão da sua própria vontade, convocada periodicamente às urnas. O homem médio se orgulha do seu distanciamento da política sem se dar conta de que é exatamente neste estranhamento que vicejam os pilantras em todos os partidos. Ruim, então, se falar qualquer coisa em defesa de políticos. Mesmo assim, vamos lá: a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou a lista de candidatos a prefeito que respondem a ações penais. A relação imediatamente chamada de lista suja pela imprensa agrega nomes de vários partidos e se transformou em peça de campanha política para aqueles que não estão nela e que, como resultado, se apresentam como limpos. Muita gente aplaudiu a iniciativa. Sinal dos tempos. A lista é um desserviço à nação, um atentado à Constituição e um descompromisso diante da idéia de justiça.

Talvez o homem médio seja um cidadão com determinada dificuldade diante de abstrações e, como o observou Márcio Chaer, determinadas idéias como “direito de defesa” não podem ser explicadas facilmente a Homer Simpson. Coloquemos o tema, então, da seguinte forma: imaginemos que o homem médio receba em sua casa uma intimação para prestar depoimento em uma ação penal que sabe ser motivada injustamente por um desafeto; que, ao final da instrução, o juiz do caso, convencido da inocência do homem médio, o absolva e que o Ministério Público recorra desta decisão. Diante desta hipótese, o homem médio concordaria que seu nome fosse exposto publicamente em uma lista chamada de “suja”? O fato de ele ser, eventualmente, candidato a algum posto altera algo quanto aos seus direitos? Por estas e por outras, nossa Constituição consagra o princípio da presunção da inocência, o que significa que ninguém será considerado culpado antes de sentença condenatória com trânsito em julgado (sem mais recursos).

Agora, imaginem o que a brava Associação dos Magistrados diria caso outra entidade resolvesse publicar a “lista suja dos juízes”, divulgando, por exemplo, os nomes dos magistrados que respondem a processos de correição interna. E a imprensa nacional, o que diria se tivéssemos uma “lista suja” dos proprietários dos meios de comunicação, ou dos jornalistas? E os empresários? Que tal uma “lista suja” das empresas? Não sei quais seriam as respostas do homem médio. Homer Simpson, por certo, trocaria o canal da TV.

*Jornalista

Sábado, Outubro 27, 2007

Mensagem ao Partido

Amigos, estamos em pleno processo de elições internas, no PT, logo a seguir postarei links do you tube com as intervenções de importantes lideranças políticas do campo "Mensagem ao Partido". Posição que defendemos em nível nacional, para a direção partidária.

Assista nos links os vídeos de algumas das intervenções da Plenária nacional da Mensagem ao Partido, ocorrida no dia 06 de outrubro de 2007, no Sindicato do Engenheiros, em São Paulo/SP

Flavio Koutzii http://www.youtube.com/watch?v=jcZhQmsruhc

Tarso Genro http://www.youtube.com/watch?v=gce84UzrXjw

Henrique Fontana http://www.youtube.com/watch?v=SeWFpuKHFUY

Jorge Bittar http://www.youtube.com/watch?v=OA7OQHqAu7c

Maria Victoria Benevides http://www.youtube.com/watch?v=x2-TQk6J3Oc

José Eduardo Martins Cardozo http://www.youtube.com/watch?v=y7wZWUHFjnk

Sábado, Fevereiro 17, 2007

Para aqueles que não tiveram a possibilidade de assistir Dom Jayme Caetano Braun em ação, abaixo está um link que remete direto a uma gravação disponível no you tube, onde o grande payador dá um uma "palhinha" da sua desenvoltura com o manejo das palavras:

http://www.youtube.com/watch?v=drZH_xV4uNY

que cousa bem gaucha essa internet, hein. Encontramos os ricos momentos de descontração da indiada, ao pé do fogo ou numa roda de chimarrão.

Quinta-feira, Março 16, 2006

Este artigo foi escrito com base na leitura do documento escrito pelo Prof. Luis Borges, chamado “Memórias Póstumas do Dr. Arendt. Panfleto Sincero de recepção de um livro sobre Simões Lopes Neto”. E, foi publicado no Diário Popular em 07/06/2005 e, no Diário da Manhã em 08/06/2005.
A ARMA DA CRÍTICA

Daniel Lemos*

Embora esteja um pouco distante da data de seu lançamento, ocorrido no dia 04/05/05 no CEFET, não deixa de ser oportuno registrar e, tecer algumas considerações sobre o trabalho “Memórias Póstumas do Dr. Arendt. Panfleto Sincero de recepção de um livro sobre Simões Lopes Neto”, de Luis Borges. Afinal de contas nunca é demais divulgar as contribuições teóricas, que são elaboradas a respeito do mais ilustre escritor pelotense, principalmente quando se trata de um estudo de tamanha qualidade, de autoria de um dos grandes pesquisadores da vida e da obra de João Simões Lopes Neto.

O ensaio de Borges é dividido em 10 capítulos, além da introdução, onde apresenta ao leitor e, em seguida problematiza, as origens de seu mal-estar com a publicação do livro “Histórias de um Bruxo Velho”, em Setembro de 2004 escrito pelo Prof. João Cláudio Arendt, da Universidade de Caxias do Sul. Ele é uma versão da Tese de Doutoramento, defendida pelo Professor Caxiense no ano de 2000, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), e trata da obra do autor dos Contos Gauchescos.

Na introdução de seu Panfleto, Luís Borges, afirma que a principal razão de suas críticas à criação do Dr. Arendt, é porque a considera um “acervo de velhas novidades” e, trata da primeira à última página de explicar as razões desse ponto-de-vista. No primeiro capítulo, denominado O percurso editorial de Simões Lopes Neto, aponta as inúmeras falhas de cunho metodológico, no que se refere à forma de estudar uma gama tão elevada de material editorial, cujo levantamento completo ainda está por ser realizado, do autor de Lendas do Sul, bem como as imprecisões de ordem cronológicas estampadas ao longo do texto do Professor da UCS.

Logo em seguida, no segundo capítulo, Borges escancara e ironiza a confusão feita pelo Dr. Arendt sobre a primeira edição dos Contos Gauchescos, e de outros textos, publicadas pela Livraria Universal, ao citar o trecho em que o Prof. Caxiense rememora uma história pitoresca acontecida na Feira do Livro de Pelotas no ano de 1987. No terceiro capítulo, é apontada a forma negligente e apressada com a qual João Cláudio Arendt trata a questão dos pseudônimos de Simões Lopes Neto, ignorando fontes e informações preciosas a respeito de tema tão importante para o entendimento da produção do notável escritor pelotense, conforme aponta Luis Borges no princípio do capítulo.

Na seqüência da polêmica, o autor das Memórias Póstumas do Dr. Arendt, apresenta as seguintes problematizações: Simões Lopes Neto: o autor, a obra, o meio e a origem; O escritor João Simões Lopes Neto foi ou não reconhecido em vida?; Da estância da Graça à Sorbonne; Carlos Reverbel e o resgate da obra de Simões Lopes Neto; Simões Lopes Neto e as dez obras fundamentais da bibliografia sul-rio-grandense; O diálogo de Simões Lopes Neto com a tradição e por último, Mito, identidade e imaginário social em Contos gauchescos e Lendas do Sul – nestes dois últimos tópicos Borges apenas procede um resumo dos mesmos, visto que, em seu entendimento são as melhores partes do livro.

Entretanto, ao longo do ensaio, apesar do tom ácido que o caracteriza, Luis Borges não deixa de tecer elogios a algumas questões pontuais da tese do Dr. Arendt, que acredita apresentar alguma validade.

Por último, resta sublinhar a importância da leitura destes dois trabalhos, que apesar da controvérsia que está em sua raiz, são de suma importância para aqueles que buscam aprofundar, ou mesmo iniciar, o estudo sobre a criação de João Simões Lopes Neto. E, a arma da crítica sempre é um bom instrumento de provocação à prática da leitura, especialmente em tempos de tão elevado desprezo às manifestações da criação intelectual, no Brasil.

* Prof. de História
Acadêmico de Direito/UFPel

Terça-feira, Março 14, 2006












Daniel Lemos, 30, cursou História e estuda Direito na UFPel.