quinta-feira, setembro 20, 2012

Duas cruzes!

Duas mortes prematuras deixaram um vazio, na cultura gaúcha e brasileira: faleceram o historiador pelotense Mário Osório Magalhães e, o cientista político carioca Carlos Nelson Coutinho. O primeiro foi meu professor na História-UFPel. O segundo é uma referência de intelectual-orgânico e marxista heterodoxo. Que triste.

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Morre o escritor e historiador Mário Osório Magalhães

19 de Setembro de 2012


 Faleceu nesta quarta-feira (19), aos 62 anos, na Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, o escritor e historiador Mário Osório Magalhães. Sua carreira como docente da Universidade Federal de Pelotas está ligada ao Instituto de Ciências Humanas (ICH), do qual foi diretor por duas oportunidades, nos períodos de 1985 a 1989 e de 1998 a 2002. Apesar de ter lutado bravamente contra um câncer, o poeta não resistiu à doença.
Ao longo de sua brilhante trajetória como escritor, Mário Magalhães publicou quase duas dezenas de livros sobre a história da sua cidade natal e do seu Estado, incluindo o recém-lançado Pelotas Princesa – livro comemorativo ao bicentenário da cidade.
Sua última obra, lançada em junho, foi o livro Sob as bênçãos de São Francisco - História da Casa da Criança São Francisco de Paula, que retrata a trajetória da instituição, desde sua fundação até os anos recentes.
O corpo do historiador pelotense será velado na Biblioteca Pública de Pelotas. O sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula.
O programa radiofônico Pelotas 13 Horas está disponibilizando em seu site a última entrevista, concedida no dia 11 de novembro de 2011, no endereçohttp://www.pelotas13horas.com.br/texto/menu–escute–acervo-de-programas


Carlos Nelson Coutinho, presente!


Rodrigo Bischoff Belli


Hoje (20/09/2012) é um dia triste para todas pessoas que se colocam no campo da revolução social. Morreu, ainda na noite de ontem, Carlos Nelson Coutinho. Já escrevi em outras postagens que Carlos Nelson era o mais questionado, e ao mesmo tempo, o mais querido teórico marxista brasileiro. Sempre pontuando debates controversos dentro do campo, nunca deixou de ter a admiração de grande parte de seus questionadores.
Foi lendo um texto de Carlos Nelson, "O estruturalismo e a miséria da razão", que vieram as primeiras faíscas na minha vida para pensar todo o processo atrelado sobre a ideologia pós-moderna tal como penso hoje.

Por esse motivo, pela falta de convivência com essa figura, fazendo-se presente apenas em sua força teórica, e por todo o ideário que compartilhavamos (apesar das possíveis diferenças), sua morte coloca, pessoalmente, a tristeza pela perda de suas reflexões e um imperativo que já se fazia presente desde antes, mas que toma forma em momentos como este: que é o de que cabe a uma nova geração levar a cabo o que a geração anterior nos relegou, e fazer com que suas disposições em vida não tenham sido em vão!

Carlos Nelson, presente!
Postado por Forum Universitário Permanente da UESB às quinta-feira, setembro 20, 

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